terça-feira, 28 de junho de 2011

Último Post

Montei este blog em 2009, mas só em setembro de 2010, é que comecei a postar. Foi uma expriência nova e bastante interessante, principalmente para quem nunca gostou de escrever.

Reviver os dias de faculdade foi mais uma terapia, que um desejo literário. Isso deixo para quem sabe e gosta de escrever como a Alicia. Aliás, vocês poderiam seguí-la, ela é fenomenal.

No dia 18 de junho, tive a oportunidade de retornar à Marília, depois de 10 anos de formado. Foi muito bom reencontrar velhos amigos, e saber que as nossas histórias, ainda são contadas até hoje pelos novos Kapetas.

Conheci a garotada do Atletismo. E para minha surpresa, não fiquei nostálgico e também não quis voltar no tempo. Vivi aqueles dias intensamente, e desejo que esta nova geração, desfrute cada segundo que a juventude permite.

Contei as principais histórias que me marcaram naquela época. E se fosse para numerá-las, diria que as que mais me diverti em contar foram a do "Space Cake", "Doce Mais Doce que o Doce" e do "Chove Chuva". Foi muito bom lembrar do "Tonico", do "Galaxão" e dos "Esculápios". Mas também senti muita tristeza em escrever sobre o "Feijão".

No entanto, o post mais acessado, foi: "Década de 90". Talvez pelo fato de eu contar a minha visão de Maríla e da FAMEMA daquela época. E aqui quero deixar claro, que não sou o dono da verdade, e que fui totalmente PARCIAL!

De alma mais leve, fico feliz em saber que tudo que fizemos não foi em vão.

O blog continuará na rede, mas saio de cena, para que novos kapetas, escrevam as suas histórias.

A vida segue. Somos efêmeros, mas nossos atos podem se tornar eternos...

Um grande abraço.

BG.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Sr. "J"



Quando Bozó, Rogério, Japa, Guido, Feijão e eu, decidimos morar mais perto da FAMEMA, mudamos para uma casa na rua Frei Jacinto, cujo número não me lembro. Sei que ficava em frente a uma oficina mecância, cujo dono tinha um defeito congênito numa das mãos.

Era uma casa grande, com quatro quartos, sauna e hidromassagem. Mas também era uma casa adapatada, pois o antigo morador, que falecera meses antes de mudarmos, sofria de alguma enfermidade, que o deixara debilitado.

A nova república, passava longe de ter o aspecto horripilante da casa na José de Anchieta. Mas aquelas adapatações nas escadas, nos banheiros e nos quartos, lembravam-nos a todo instante, que o Sr. "J" vivera ali seus últimos dias.

Não sei se estávamos sugestionados, mas o fato é que coisas estranhas aconteciam...

Durante a noite, era comum escutarmos passos nas escadas de madeira... luzes apagavam e ascendiam inesperadamente... mas o que nos deixava intrigados, era o fato de algumas vezes, a televisão do Rogério ligar a noite sozinha!

Devido a minha experiência com o porão do açougue na outra casa, procurei explicações para todos aqueles barulhos.

Os passos nas escadas, deveriam ser a madeira se acomodando, devido a grande amplitude térmica diária. As luzes, indubitavelmente, eram mal contato nos interruptores. Mas duas coisas nunca consegui explicar: o gelo do corredor das escadas, por mais quente que estivesse o dia, e o fato da TV ligar sozinha a noite.

Num final de semana, coincidiu de todos voltarmos para as casas de nossos pais, menos o Feijão. Foi nítida a expressão apreensiva no seu rosto, quando descobriu que ficaria sozinho . Naquele dia conheci o lado supersticioso do Feija's.

Ele disse: - Vou ficar sozinho com o Sr. "J"?

- Não se preocupe, Feija's... reze 2 "Pai Nossos" e 2 "Ave Marias" que o Sr. "J" deixa você sossegado, caçoei.

Mas eu não podia imaginar, que aqueles acontecimentos, realmente perturbavam meu amigo. E o que aconteceu naquele fim de semana de outubro, foi no mínimo, intrigante!

Feijão via televisão deitado num cochonete no chão da sala, e a luz da cozinha acendeu. Com ironia, ele retrucou: - Não começa, Sr. "J"!

Percebeu que o corredor da escada, estava mais gelado que o habitual, quando foi até seu quarto telefonar, para combinar a balada do sábado a noite.

Como não conseguiu falar com ninguém, logo "bodiou". Assim era o Feijão, se não tivesse alguém que o chamasse para sair, preferia ficar em casa, curtindo seus fantasmas...

Ao voltar para sala, não lembrava de ter desligado a TV. Ligou-a, aninhou-se novamente no cochonete e passou a zapear os canais, até que o sono chegou.

Decidiu dormir ali mesmo e desligou a TV. Inesperadamente, a TV ligou. Feijão tornou a desligá-la, e ela ligou novamente, até que esbravejou:

- Sr. "J", assim já é demais! - E retirou o plug da tomada.

Ao passar pela cozinha, para beber um copo d'água, antes de subir para dormir no seu quarto, imediatamente após ter esbravejado, uma das lâmpadas do lustre da sala, despencou nas suas costas!

Foi quando recebi, seu telefonema desesperado:

- Bidia's, o Sr. "J" está atacado hoje! - e me contou tudo que tinha acontecido.

- Você fez as orações que falei? - ironizei.

- Porra BG, eu tô falando sério! - ele resmungou.

- Eu falei pra você nunca comer aquele brigadeiro do Barney quando estiver sozinho! - mais uma vez ironizei, sem conter minhas rizadas... até que ele desligou o telefone.

Fenômenos paranormais a parte, o fato é que todos nós presenciamos, em algum momento, episódios como o do Feijão. Embora, nunca admitíssemos.

Uma vez tive vontade de voltar naquele Centro Espírita da rua Quinze de Novembro. Mas a vontade passou rapidinho quando lembrei do que aquela médium me disse, na última vez que me atrevi ir até lá.

Moramos naquela casa até o vencimento do contrato, que era de um ano. Depois, o Japa foi morar com o Guido, Bozó e o Rogério num predinho na avenida Monte Carmelo. Feijão e eu, nos mudamos para a casa da baixada, na rua Setembrino Cardoso Maciel, onde não podia imaginar, que em alguns meses, junto com o Beleza, formaríamos os "Esculápius".

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O lado maquiavélico do Feijão

Na época em que Marineusa trabalhou para gente na Varanda, às vezes ela levava um de seus filhos, quando não tinha com quem deixá-los

João Guilherme era seu filho do meio. Deveria ter uns 5 anos de idade, mas por ter problemas de dicção e pela sua baixa estatura, aparentava uns três.

Tinha também a Aline, a filha mais velha, e a caçula, que infelizmente não me lembro o nome. Mas lembro do Clovis numa manhã de inverno, apelidá-la de "Mestre dos Magos", por ser pequena e estar coberta com um manto vermelho.

João Guilherme gostava de ir em casa, pois dávamos total liberdade. E no fundo, nós também gostávamos, pois podíamos fazer criancices, com a desculpa de estarmos brincando com um garotinho.

Mas às vezes acho que exagerávamos. Um dia o pobre coitado estava endiabrado. Feijão e eu tínhamos que estudar, e o moleque não parava de bater bola. Foi quando conheci o lado maquiavélico do Feijão.

Com a ajuda do Guido e do Rogério, Feijão inventou uma estória, de que se não parasse de bater a bola, chamaria o dono da casa. Mas João Gulherme não deu muita importância, e continuou batendo sua bola.

Então o Feijão encontrou um lascado no piso da sala, e imediatamente exclamou: "João Guilherme, veja o que você fez no chão!" Pegou o telefone e fez que ligava para o Dono da Casa...

" - Dono da Casa! O João Guilherme quebrou o piso da sala... é pra chamar a polícia?".

E nisso, o Guido foi até o orelhão da esquina, ligou em casa, fingindo que era a polícia.

Quando soou o telefone, Feijão deixou que o menino atendesse. Ao escutar a voz do "oficial", ele ficou mudo.

Alguns segundos depois, o Rogério tocou a campainha, gritando - "é aqui que está o João Guilherme? aqui é a polícia, e viemos prender você!".

O garotinho entrou em desespero. Enfiou-se de baixo da mesa, sobre a proteção da mãe, e chorou desesperadamente...

Ele parou de bater bola, mas confesso que preferia escutar o bater da bola, do que aquele choro incoercível.

Dois dias depois, Marineusa teve um surto esquizofrênico, achando-se perseguida pela polícia e por traficantes.

A última notícia que tive dela, foi que já era avó, mas não sei de qual dos filhos, e que tentava aposentadoria.

Pensando bem, depois de tudo que ela passou, talvez a aposentadoria fosse um descanso merecido! Mas antes disso, desejo que, Aline, João Guilherme e a "Mestre dos Magos", tenham se tornado cidadãos de bem!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Última Intermed

Após a seletiva feita pelo Tamura, na primeira semana de aula, passei a integrar a equipe de atletismo da FAMEMA. Treinava os 100 m rasos e salto em distância. Na época, lembro-me do Queima (da XXVI) e do Serginho (da XXIII), mas as estrelas do atletismo eram a Vanessa e a Janaína, ambas da XXVI.

Depois entram o JB, Du e Carlos, que também corriam os 100 m, e o meu medo era perder a vaga para um dos três.

Essa rivalidade trouxe boas consequências... a equipe de revezamento 4 x 100 m , ficou de dar inveja na Paulista e Pinheiros!

Lembro-me de derrotarmos a Paulista em Itu, conquistando o 1º lugar no revezamento. Além do 2º lugar no geral, subindo definitivamente para intermedona! Nessa mesma intermed ainda, consegui o 1º lugar no salto em distância, saltando 6,3 m.

Na minha última intermed, não me lembro se foi em Santa Rita ou Pirassununga, só sei que tinha chovido. A pista de carvão estava pesada. Colocamos aqueles pregos de 2,5 cm nas sapatilhas. Não me sentia confortável no bloco de largada, mas mesmo assim me classifiquei para final com 11,6 s.

Por motivos pessoais, o JB não quis integrar o revezamento 4 x 100 m, então tivemos que improvisar a equipe com nosso tenista e presidente da atlética, Matheus.

Na final dos 100 m, paguei caro por patinar na largada, amargando apenas o 3º lugar. Perdi para o irmão do Queima, que fazia Botucatu, e um cara da Paulista.

O desfalque do JB na final do 4 x 100 m, premiou-nos com um mísero 4º lugar.

Quando comecei a treinar, achava que o legal era competir. Mas depois de conseguir a primeira medalha dourada, percebi que não existe sensação mais prazerosa.

Por um bom tempo culpei o JB e a chuva, pelo fiasco do último ano. Hoje, mais maduro e consciente, entendo que ninguém teve culpa de nada, e aquela derrota, foi na realidade mais uma lição. Entendi, que na vida nem sempre se ganha... o importante, é sempre fazer o melhor!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Brincadeira sem graça



Neste último fim de semana, reencontrei alguns Kapetas no aniversário da Paola. Lembramos de quando decidimos pregar uma peça na Débora.

Caixa d´Água era um Kapeta, de cabeça avantajada e inteligentíssimo. Como todo cara muito inteligente, tinha lá suas esquisitisses!

Numa festa na Varanda, ele apareceu com uma arma de brinquedo, que imitava uma semi-automática. Bozó, Sorocaba e Japonês tiveram a "brilhante" idéia.

Inventaram uma história para Débora, que o Caixa era apaixonado por ela. E durante a primeira hora de festa, o Caixa isolou-se de todos, esboçando cara de psicopata. Nesta época, nem sonhávamos que o psicopata da XXVII, era o Catarro!

Enquanto isso, falávamos para Débora, medir as palavras ao falar com nosso amigo cabeçudo. Aos poucos, ela foi demonstrando sua preocupação e medo.

No auge da festa, o Caixa d´Água abriu seu coração para nossa amiga. Como era de se esperar, Débora o rechaçou, e imediatamente, o Caixa sacou o seu brinquedo, dizendo aos berros - "Débora querida, se você não pode ser minha, não será de mais ninguém!".

Aquela brincadeira, gerou pânico em todos, arrancando risos somente de quem sabia da brincadeira! Ao ver a reação da Débora, percebi que tínhamos passado dos limites...

Relembrando estas histórias, não é difícil entender, porque depois de 3 anos trabalhando para gente, a Marineusa teve um surto esquisofrênico!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Pratas da Casa de 1996

Aquele Pratas da Casa de 1996, seria mais uma festa da FAMEMA, se não fosse por um episódio bizarro que chocou todo Brasil.

Seria mais uma chopada no Espaço Cultural, onde depois de algumas horas de festa, o chão já estaria até os tornozelos de água, e alguns Kapetas arranjariam encrenca com os seguranças.

Seria a primeira vez que Feijão, Belezinha e eu tocaríamos juntos, mas ainda longe de pensar em formar os Esculápius.

Seria mais uma quinta-feira de festa, que no dia seguinte a maioria dos Kapetas faltariam a aula, voltariam para suas cidades, para curtir a ressaca e a depressão nos colos dos nossos pais.

Contudo, foi no Fantástico que ficamos sabendo, da atrocidade que acontecera naquele dia: um aluno da FAMEMA, matara degolado os pais adotivos por motivos fúteis!

Os detalhes prefiro não narrar... não me lembro do seu nome. Mas seu apelido era Catarro!

Era um cara meio gordo, meio alto, da cara redonda e que falava cuspindo. Desses que hoje em dia seria taxado como mais uma vítima de Bullyng!

Pensando no assunto, acho que pratiquei muito Bullyng durante minha adolescência, mas também fui vítima algumas vezes, e nem por isso saí matando ninguém! O máximo que fiz, foi distribuir alguns supapos, e só!

O fato foi que naquela quinta-feira de setembro de 1996, Catarro e 2 comparças, cometeram duplo assassinato. E para simular um hálibe, passou pela nossa festa, e mais tarde, no Coronel Cachaça!

O crime sórdido, muito mal planejado, foi rapidamente desvendado pela polícia. E Catarro e seus 2 comparças, hoje cumprem pena na penitenciária de Marília.

Lembro-me uma vez, já no internato, de atendê-lo no PS, depois de sofrer empalamento. Apesar de ter estudado até o 3º ano, era conhecido no presídio como Doutor.

De "Catarro" ser promovido a "Doutor", sem dúvidas foi uma evolução muito grande. E espero que ele continue "Doutor" no presídio onde está, por muito mais tempo.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Neve em Marília!



Em outras opurtunidades, comentei que minha primeira república se chamava Varanda. Um sobrado que ficava em cima do açougue, conhecida principalmente por suas festas, sem hora e nem dia para acabar.

No final da primavera de 1995, organizamos uma festa que ficou marcada em nossas vidas. Era aniversário de alguns Kapetas, e espalhamos a notícia por toda FAMEMA!

Apareceram na festa os mesmos malucos de sempre. Mesmo assim, achamos que as 25 caixas de cerveja seriam insuficientes.

Geralmente, nossas festas só terminavam quando acabava a cerveja, mas naquela vez, acho que exageramos!

Depois de 3 dias, ainda tinha gente bebendo! Mas o Vô... quando acabou a última garrafa, lembro-me que atravessou a rua até a Beduína, e comprou mais 6 cervejas, e assim ficou por quase uma semana. Não me lembro de vê-lo comer, só me lembro dele bebendo e aspirando um descongestionante nasal!

Mas foi no primeiro dia de festa que o inesperado aconteceu!

O Japa levara um puff de couro, de uns 2 m de diâmetro, recheado com milhões de bolinhas de isopor, que o deixava ainda mais macio e convidativo a uma siesta bem relaxante.

Depois de algumas cervejas, alguns Kapetas resolveram treinar salto em altura, utilizando o puff para amortecer a queda.

Umas cervejas mais tarde, o Bozó inventou um campeonato de colocar o pé mais alto na parede. Por ter ele quase 2 m de altura, já começou com enorme vantagem... então alguém resolveu usar o puff em seu favor, encostando-o próximo a parede, e após um forte impulso e bater o pé na parede, caía de costas no puff.

O campeonato durou pouco. Depois de alguns saltos, o puff arrebentou, enchendo a casa com minúnsculas bolinhas de isopor.

Não lembro ao certo quem teve a idéia, acho que foram Sorocaba, Clóvis, Naniko e Dudi. Encheram baldes com aquelas bolinhas, e jogaram na galera que estava na parte de baixo da casa.

Lembro-me daquelas bolinhas caindo, refletindo as luzes dos postes de iluminação da rua...uma brisa fresca anunciando o fim da primavera, dava um toque de inverno londrino na nossa festa... Foi surreal! E assim fizemos nevar em Marília...

E quanto mais o vento soprava, mais as bolinhas caiam na caixa d`água e entravam no porão do açougue.

Na manhã seguinte acordamos com xingamentos e socos na porta de casa. Era o pessoal do açougue... não sei se indignados com a bagunça que fizemos, ou com inveja da nossa vida boêmia!

Por menos que tivesse dormido, e por mais que estivesse de ressaca, eu não gostava de faltar à aula. Mesmo que fosse para ficar de óculos escuro dormindo no fundo da sala! Então, Feijão e eu, fizemos a verdadeira missão impossível para sair de casa, sem encontrar com a gente do açougue.

Naquele dia não almoçamos em casa e voltamos só de noite, quando as coisas já estavam mais calmas.

Fui ver as marcas do campeonato na parede, e a minha surpresa foi ver a marca de um pé no teto. Pelo tamanho e o formato, parecia um pé femenino. Pensei: "como aquilo seria possível? Se ao menos fosse um sapato, não seria difícil imaginar que pudesse ter sido retirado, e arremeçado contra o teto. Mas um pé!"

A marca daquele pé ficou ali por muito tempo, para lembrarmos que se fizemos nevar em Marília, éramos capazes de qualquer coisa...

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Naturismo


Numa das primeiras chopadas que fui na FAMEMA, lembro-me do Bolinha, Mineiro e do Montanha, correndo os 100 m rasos, sem roupa!

Infelizmente, nem Vanessa e nem Janaína nunca se dispuseram em dar este espetáculo...

O Sorocaba gostou tanto daquela idéia, que adotou como filosofia de vida. E um colega, metido a corredor, decidiu ser seu seguidor...

Ele começou de maneira tímida, primeiro correndo só 10 m, no seu primeiro Churrasco dos Bichos. Mas no Pratas da Casa, achou que já estava bem condicionado, e correu pela primeira vez os 100 m sem roupa. Talvez, se o Tamura tivesse cronometrado naquele dia, com certeza o tempo seria inferior aos 11,04 s que ele correu na Intermed de Americana!

No entanto, foi numa festa na Varanda, que o nosso amigo se superou! Já eram altas horas da Madrugada. O Sorocaba estava sem condições de correr os 100 m, e sugeriu que todos ficassem sem roupa, ali na festa mesmo.

Seria a verdadeira festa do cabide, se as meninas tivessem concordado com a sugestão. No entanto, dessa vez, nem Sorocaba, nem Clóvis e nem ninguém aderiu ao Naturismo. Estava frio, e só o nosso amigo corredor, tirou suas vestimentas.

Demorou alguns segundos até perceber que ele era o único "Naturista"! Ficou ali, desfilando desnudo, por mais alguns minutos, até que o convencemos a colocar suas roupas, antes que pegasse uma pneumonia.

Menos mal que naquela época não existia câmera digital e nem You Tube...

Ouvi dizer que o nosso amigo Naturista, tornou-se um excelente profissional. Até fez pós-graduação em cirurgia! Mas ainda hoje, gosta de no verão, ir para as praias da Espanha, e livrar-se de qualquer tipo de pano.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Perseverança ou Teimosia?

Demorei 3 anos para entrar na FAMEMA... e 8 anos para sair dela! Considerando ainda os 4 anos de residência e os 3 anos de Mestrado, são 18 anos de perseverança, teimosia ou burrice?

Nunca fui um aluno exemplar. O mal desempenho no ciclo básico, talvez tenha sido por pura imaturidade.

Sempre tive em mente, que os anos de faculdade seriam os melhores de minha vida, e foram! Então, não acho que o tempo a mais que fiquei na FAMEMA foi em vão.

Se eu não tivesse caido de turma no 1º ano, talvez não tivesse a oportunidade e o privilégio de conhecer o Feijão.

Se a reprovação em patologia não acontecesse, com certeza eu não conheceria Mônica, e Paola não estaria aqui para me mostrar o verdadeiro sentido da vida.

Isso me faz refletir que nada é por acaso, e que talvez, eu não estivesse preparado para tanta responsabilidade que a profissão exige.

Não foi fácil o caminho até aqui. No transcorrer dessa jornada, foram inúmeros os momentos de alegrias e decepções. Mas acho que a vida é assim, um dia estamos felizes, outro dia nem tanto, mas viver é saber equilibrar as antíteses.

Hoje, encerrando mais uma etapa da minha vida, aprendi que qualquer pessoa é capaz de ser o que quiser. O pré-julgamento, às vezes pode surpreender. Ou talvez, tenha chegado até aqui, somente para provar para mim mesmo, tudo o que acabo de dizer.

Não acho que fui perseverante, pois perseverante é aquele que tem um objetivo, e luta até consegui-lo.

Talvez eu tenha sido teimoso, pois nunca tive um objetivo claro. Diferente do Beleza, que já sabia que seria psiquiatra, antes de entrar na faculdade, mesmo sem saber que para tal, antes teria que fazer medicina.
Primeiro decidi fazer medicina, mas no fundo, nunca pensei no ofício. Depois que entrei na faculdade, até o sexto ano, nunca havia pensado em fazer cirurgia. E durante a residência, nunca havia pensado em ser professor!

Assim a vida me trouxe até aqui. Fatos, pessoas e acontecimentos que ajudaram a traçar minha trajetória. E se me perguntassem se faria tudo de novo, responderia, sem dúvida que sim! Mas talvez, sem brigar tanto...

Seja por perseverança, teimosia ou até mesmo burrice, o fato é que nada disso teria sentido, se hoje eu não estivesse feliz! E hoje, estou muuuiiitoooo feliz...

terça-feira, 1 de março de 2011

Jogos Universitários


No início da década de 90, a atlética da FAMEMA ainda se organizava para tornar-se competitiva nos jogos de intermed. Para entretermos, participávamos dos jogos universitários, que serviam de treino e estímulo aos Kapetas atletas.

Naquela época não existia medicina na Unimar, e a rivalidade era entre a FAMEMA e a Veterinária.

Lembro-me de uma final de basquete entre essas duas faculdades. O Bozó, que ainda jogava profissionalmente no Araraquara, estava no auge de sua forma física (até cabelo ele tinha! Tudo bem que era só uma “lingulinha” no alto da testa, mas era cabelo!), e juntamente com o Português, Lipa e Gutão, deixavam a FAMEMA com um timaço.

O jogo foi no ginásio da Unimar. A tensão era muita. Imaginem... toda universidade torcendo contra nós! E, ingenuamente, nós Kapetas, ficamos na arquibancada do outro lado da porta de saída!

O jogo seguia disputadíssimo... era cesta lá, outra cá, dois pontos aqui, três do outro lado...

Na quadra, enquanto o Lipa vomitava de tanto correr, na arquibancada, meus braços doíam de segurar a Melancia Atômica que o Brucutu fizera (afinal, bicho era pra essas coisas!), o Stênio sentado no nosso boneco Kapeta, que mais parecia o Gasparzinho pintado de vermelho, e o Naniko, como sempre, comandando o bonde da excursão...

Não me lembro ao certo como tudo aconteceu, acho que foi depois de uma enterrada do Bozó, quando latinhas de cerveja começaram a voar em nossa direção. A minha primeira reação foi de pânico, era muita gente contra alguns poucos Kapetas, sendo que uma boa parte eram meninas...

Mas um bom Kapeta não foge da briga. A quadra tornou-se o campo de batalha. Foi uma quebradeira geral. O Tonico distribuia mordidas na mesma proporção em que dávamos e recebíamos socos e pontapés! Naquele dia pude comprovar como aquele cachorrinho era guerreiro...

Também não me lembro quem ganhou o jogo. Só sei que no outro dia acordei com um hematoma no olho esquerdo, e com as mãos e os braços muito doloridos (mas até hoje não sei, se foi seqüela da briga, ou da Melancia Atômica). Por muito tempo relembramos o acontecimento histórico daquele dia.

Contudo, nessas brigas não tem quem bata ou quem apanhe, todo mundo bate e apanha, e quem saiu perdendo fomos nós mesmos, com a extinção dos Jogos Universitários.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Play list dos Esculápius - Creep



Hoje eu entendo porque o Feija´s gostava tanto de tocar essa música. Eu pessoalmente, não gostava!